
Convidada do podcast Ser Artista, comandado por Marcus Montenegro, a atriz, apresentadora e produtora Maria Gal compartilhou momentos marcantes de sua trajetória profissional. Durante a conversa, ela falou sobre os desafios enfrentados desde a mudança de Salvador para o Rio de Janeiro, a descoberta da vocação para a produção cultural e a importância de interpretar Carolina Maria de Jesus no cinema.
Ao relembrar o início da carreira, Maria contou que um dos primeiros passos foi investir em sua formação para ampliar as oportunidades de trabalho.
“O primeiro curso que fiz quando vim de Salvador para o Rio foi com a prestigiada diretora Cininha de Paula. Também estudei prosódia porque não queria ficar restrita apenas a personagens nordestinas. Foi um aprendizado que mais tarde pude colocar em prática no longa sobre Carolina Maria de Jesus”, revelou.
Além da atuação, Maria destacou que o olhar para a produção nasceu muito cedo. Segundo ela, a necessidade de criar oportunidades acabou moldando sua carreira como empreendedora.
“Eu adoro grandes desafios. Meu lado produtora começou ainda em Salvador, no Bando de Teatro Olodum, um grupo que se autoproduzia. Depois, quando cheguei a São Paulo, criei um grupo de teatro voltado para o empreendedorismo. Foi um meio de sobrevivência, mas também de construir caminhos para realizar projetos.”
Ao falar sobre os bastidores da produção cultural, a artista destacou que o trabalho exige coragem, persistência e confiança.
“Acho que quem quer produzir precisa ser cara de pau. É um processo que mexe com a nossa autoconsciência e com a autoestima. Aos poucos, você vai se empoderando, desenvolvendo resiliência e aprendendo a seguir em frente com muita fé.”
Outro momento marcante da entrevista foi quando Maria Gal falou sobre o longa-metragem dedicado à escritora Carolina Maria de Jesus, uma das figuras mais importantes da literatura brasileira.
“O filme sobre Carolina Maria de Jesus fala sobre sonhos, propósito e legado. Carolina era uma mulher preta retinta, com mais de 40 anos, uma escritora extremamente audaciosa para a década de 1950. Sua história continua inspirando porque rompeu barreiras e mostrou a força da literatura como instrumento de transformação.”
Ao longo da entrevista, Maria Gal reforçou que sua trajetória sempre foi guiada pela busca por novos desafios, pelo empreendedorismo e pelo compromisso em contar histórias que ampliam a representatividade e inspiram novas gerações de artistas.





